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Em 2012, e-commerce vai gerar R$ 40 bi em vendas na América Latina

Os países da América Latina (AL) têm 240 milhões de usuários conectados à Internet. Até o final do ano de 2015 esse número vai aumentar em 50%, segundo expectativa do diretor executivo do LACNIC, Raúl Echeberría. Razões para o aumento são as possibilidades de uso da rede. O comércio eletrônico é um deles, e cresce 20% ao ano nessa região. Echeberría disse que em 2012 os negócios efetuados por meio da rede mundial de computadores vão somar R$ 40 bilhões na AL. O LACNIC é o organismo que gere os endereços de IP nos países da AL e Caribe.

Ele falou hoje sobre as perspectivas da rede neste continente no 4º Encontro Nacional de Provedores de Internet e Telecomunicações, que está acontecendo na cidade de São Paulo até o início da noite de hoje (31), promovido pela Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações (ABRINT). O investimento em políticas públicas, a implantação de projetos de governo digital e até mesmo a necessidade de conectar-se por meio de mídias sociais também influem na atração de novos usuários.

Há, porém, desafios a serem superados. Um deles é a desigualdade: em 10 países da AL, menos de 25% da população têm acesso à Internet. Em outros 13 países, mais de 50% da população se conecta a rede. Haiti, Nicarágua, Honduras e Bolívia são os países que apresentam os piores índices. Argentina, Chile e Uruguai têm o melhor desempenho neste quesito.

O Brasil, segundo Echeberría, está “na média”, considerando as desigualdades regionais em todo o seu território. Porém, em sua visão, evolui melhor do que os outros. “Em três anos estará bem acima dos outros pelo fato de estar desenvolvendo infraestrutura”, observa. Alguns projetos de políticas públicas são “inspiradores”, na visão do executivo. Aquele que a Telebras apresentou no 4º Encontro de Provedores da ABRINT é um deles: o Estado intervir no mercado, investir em infraestrutura, para combater a desigualdade regional e levar conexão aos lugares mais longínquos do território.

Na América Central o “projeto inspirador” é o que prevê a construção de um backbone que levará Internet de alta velocidade para os países daquela região. Já no Uruguai, o governo deu um computador para cada aluno da rede pública de ensino, do básico ao ensino médio, e fez despertar o interesse e a necessidade pela rede em todo o país, nas áreas urbana e rural. Na Argentina, Echeberría citou um projeto que atingiu os Pontos de Troca de Tráfego (PTT), que influiu no custo do serviço, para provedores e, consequentemente, usuários. “Não precisa fazer o mesmo, mas pode inspirar”, observa Raúl.

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Fonte: www.abrint.com.br